8 de fevereiro de 2013

 
Para tecer a intrincada tapeçaria de nossa própria vida é preciso usar os fios de muitas meadas que se harmonizem ― e compreender que deve existir harmonia. Não necessariamente criar os carneiros, pentear a lã, tingi-la e marcá-la ― mas prazerosamente apossar-se de tudo o que está pronto e, com esse tempo poupado, ir muito mais longe. Independência, determinação, propósito firme e o dom da compreensão, clarividência – eis o indispensável. De novo, o Desejo ― a compreensão de que a Arte é, positivamente, autodesenvolvimento. O conhecimento de que o gênio hiberna em cada alma, de que aquela individualidade que está na raiz de nosso ser é o que, de forma tocante, importa pungentemente.




Katherine Mansfield, Diário & Cartas