30 de janeiro de 2015



Fico pensando se viver não será sinônimo de
perguntar. A gente se debate, busca, segura o
fato com as duas mãos sedentas e pensa:
'Achei! Achei!' – mas ele escorrega, se espatifa
em mil pedaços, como um vaso de barro coberto
apenas por uma leve camada de louça.

 
–– Caio Fernando Abreu, “Limite branco”