3 de fevereiro de 2014



Recolho a tarde
que cai
sobre ti
com as sobras do crepúsculo.

No entanto
a cidade(em seu coração

máquina) grita
desafiando a poesia.

No entanto
é fogo a vida que lateja
em meus úmeros.

Recolho as pétalas
do teu nome
sob a cidade agônica; eu

que me arrimo de mim
e bebo a febre
que incendeia os loucos.

 

Febre- Salgado Maranhão.