11 de outubro de 2013



Foto: Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou, e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga

"Cântico do Homem", 1950.
Livre não sou, que nem a própria vida

Mo consente.

Mas a minha aguerrida

Teimosia

É quebrar dia a dia

Um grilhão da corrente


Livre não sou, mas quero a liberdade.


Trago-a dentro de mim como um destino.

E vão lá desdizer o sonho do menino

Que se afogou, e flutua

Entre nenúfares de serenidade

Depois de ter a lua!



 
Miguel Torga
"Cântico do Homem", 1950.