16 de abril de 2013


Eu que te abraço pela forma fugitiva do tempo e danço-te a perenidade e oiço-te as contrariedades, eu que sou tão pouco nesse tudo que representas para mim e vigio os dedos e carrego as pálpebras pesadas dessa vigília, eu que me cubro de Mundo e sinto-lhe o frio, a fome e o descontentamento, eu não passo de um simples e amargo trago na doçura da cidra que bebo em ti,
Ó Poesia.

 
 
EDUARDO COSTLEY