5 de julho de 2012


É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
 
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

[ crônicas do cotidiano -  Martha Medeiros]