17 de maio de 2014

 

Uns, com os olhos postos no passado,
Veem o que não veem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, veem
      O que não pode ver-se.
Porque tão longe ir pôr o que está perto —
O dia real que vemos? No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
      O dia, porque és ele.
 
 
Ricardo Reis