19 de maio de 2014


Quem traçou na terra
As linhas que dividem os povos?
Quem plantou nas linguas
As palavras com as quais não nos entendemos?

Em meu peito trago tantos cantos
Que nem mil bocas poderiam cantá-los.
Em meu corpo tenho tantas distâncias
Que nem mil abraços poderiam cruzá-las.

Mas se suas palavras estranhas
Chegarem como amigas, não se preocupe,
As entenderei como meu próprio
Sangue que palpita.


“Diferenças” (Mauro Iasi)